Intervir precocemente em saúde mental poderá significar, para Portugal, menos gastos económicos. Como?

O estudo intitulado «Early-Life Mental Disorders and Adult Household Income in the World Mental Health Surveys», publicado na revista «Biological Psychiatry» explica.

Este estudo, no qual participam vários países, incluindo Portugal, evidencia a necessidade da prevenção em idade escolar, que deverá ser realizada em crianças e jovens que apresentem os primeiros sintomas de depressão, ansiedade ou fobia.

Esta prevenção irá permitir que, quando adultos, os gastos com saúde mental reduzam significativamente, representando, para Portugal, uma poupança económica de 1,6 milhões de euros.

Segundo o estudo, as doenças mentais que têm uma maior relação com o rendimento na vida adulta são as fobias específicas ou a depressão.

Em 2010, os dados publicados davam conta que Portugal tem uma das maiores prevalências de doença mental, uma vez que um em cada cinco portugueses relatam uma perturbação mental nos 12 meses anteriores e 43% ao longo da vida. São dados que fazem, de facto, reflectir sobre a prevenção e a intervenção em saúde mental.

Como se compreende, a intervenção psicoterapêutica realizada precocemente poderá reduzir, a médio longo prazo, outros gastos económicos. Apesar de ser um investimento inicial aparentemente elevado, trará outros benefícios que compensam o investimento.

Para leitura integral do artigo, consultar a revista «Biological Psychiatry».

Andreia Cavaca

Andreia Cavaca

Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta
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