Afinal ser divertido parece contribuir para uma vida mais longa.

Steven R. Pritzer, PhD (Presidente eleito da 10ª divisão da APA – Sociedade de Psicologia da Estética, Criatividade e Artes) decidiu explorar a ligação entre o humor e a longevidade.

Segundo Pritzker, os comediantes são geralmente associados a estereótipos negativos,  sendo frequentemente rotulados pelos psicólogos como indivíduos pouco ajustados, como “os bobos da corte”. Mas o professor pôs em causa esta generalização.

Realizou um estudo onde através da comparação entre comediantes conhecidos e outros artistas (músicos, actores, etc), chegou à conclusão que a idade média de falecimento é superior nos comediantes.

Seguidamente, Pritzer resumiu o grupo a 26 comediantes de topo, incluindo centenários como Bob Hope e George Burns. A idade média de falecimento aumentou quando comparada com o grupo de comediantes em geral.
Muitos destes comediantes afirmaram que o humor trouxe-lhes a capacidade de perspectiva às suas vidas. Mas o humor pode trazer benefícios para as pessoas em geral.

Muitas das intervenções utilizadas em contexto psicoterapêutico são baseadas no humor, procurando promover no indivíduo a capacidade de olhar para o mundo à sua volta através do humor, tornando-o assim mais resiliente e permitindo-lhe que, através da perspectiva, possa procurar activamente soluções para os diferentes obstáculos que vão surgindo ao longo da vida.

Caso para dizer: “Rir é o melhor remédio”!!

Fonte: APA Convention 2012

Carolina Justino

Carolina Justino

Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta
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