Hoje em dia, muito se fala de stress: no trabalho, na família, na escola… até nas férias! Este “bicho-papão” parece estar em qualquer lado. Mas será que está mesmo?

Deixamos aqui alguns dos mitos mais frequentes relacionados com o stress, para que se sinta mais esclarecido sobre o tema.

O stress é igual para todos
Pelo contrário, o stress manifesta-se sob variadas formas e nunca é igual de pessoa para pessoa. O que pode ser stressante para uma pessoa, não tem que ser igualmente stressante para outra. Para além de que cada um encontra diferentes estratégias para lidar com o stress, fazendo com que não existam fórmulas mágicas e únicas para tornar a vida menos stressante.
O stress é sempre mau
A partir deste pressuposto, poderá pensar-se que a ausência de stress equivale a uma vida feliz e tranquila. Tal não corresponde à verdade, pois o stress é fundamental para a vida quotidiana e pode ser encarado como fonte de impulso e motivação. Parece que o segredo está na forma como se encara e se gere o stress. Bem gerido, conduz a produtividade; stress mal gerido poderá provocar dor e sofrimento.
O stress está em todo o lado, por isso, não há nada a fazer
Não, o stress não está em todo o lado! E sim, há sempre algo a fazer. De forma organizada, poderá planear a sua vida de modo a que o stress não o faça sentir-se sobrecarregado. Organizar e planear é, acima de tudo, especificar prioridades e tentar resolver, em primeiro lugar, pequenos problemas para depois dar lugar à resolução de dificuldades mais complexas.
Quando o stress é mal gerido, torna-se mais complicado conseguir priorizar. E, por tal, parece que todos os problemas são iguais, parece que é impossível superar qualquer dificuldade e, assim, parece mesmo que o stress está em qualquer lado e não há nada a fazer.

 

Existem técnicas e as mais populares são as melhores

Como referido anteriormente, o stress não é igual para todos. E, por isso, não existem técnicas ou estratégias universais que podem resolver o problema. O ser humano é muito diferenciado nos seus próprios aspectos individuais, cada um tem a sua vida e o seu modo de conduzi-la. As técnicas têm que ser indicadas individualmente, sendo específicas para cada pessoa.

 

Sem sintomas, não há stress

A ausência de sintomas não implica, necessariamente, a ausência de stress. De facto, sintomas camuflados com medicação podem privá-lo de compreender certos sinais que indiquem que é preciso reduzir o ritmo e a pressão.

 

Apenas os sintomas principais de stress merecem atenção

Dores de cabeça e dores de estômago são pequenos sintomas de stress que, segundo este mito, deixam de ter importância. Cuidado! Pequenos sinais como estes são os avisos iniciais de que a sua vida e o seu quotidiano podem começar a ficar fora de controlo e que é necessário que “pare, escute e olhe”, de modo a compreender o que está a falhar e como pode melhorar o modo como está a gerir o stress.

No corrupio que por vezes é a vida, não deixe para trás o seu bem-estar. Caso esteja com dificuldades em gerir o stress, não hesite em procurar ajuda para que possa vir a lidar de uma forma mais positiva e saudável com o mesmo.

Fonte: APA

Andreia Cavaca

Andreia Cavaca

Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta
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