A situação económica actual apela à procura de respostas de emprego através do empreendedorismo.

Várias notícias são realizadas em torno de pessoas que iniciaram novos projectos, em busca de respostas mais adequadas às suas necessidades e, por isso, são chamadas de “empreendedoras”. Mas, afinal, o que é isso do empreendedorismo?

O empreendedorismo é, essencialmente, a capacidade individual de empreender, de tomar a iniciativa, de procurar soluções inovadoras e agir nesse sentido. Qualquer pessoa pode, com mais ou menos persistência, trabalhar esta competência em si de modo a atingir os seus objectivos.

O que torna uma pessoa empreendedora?

Um dos elementos primordiais é a iniciativa, a capacidade de, perante um problema qualquer, procurar a solução mais adequada, de modo pragmático e espontâneo. Neste sentido, a auto-confiança é bastante valorizada, uma vez que acreditar em si próprio permite a tomada de iniciativa. A confiança em si proporciona uma maior vontade de arriscar e procurar desafios.

Por isso, também é importante que tenha consciência do risco e que o aceite. Esta aceitação do risco faz-se acompanhar da capacidade de resistir à frustração, de tomar decisões baseadas na determinação e perseverança, bem como responsabilizar-se pelas decisões tomadas. Para se lançar em novas realizações, que usualmente exigem intensos esforços iniciais, é necessária uma dose de energia razoável.

Esta energia poderá vir do entusiasmo com que é vivido o novo desafio, que gera auto-motivação e optimismo. Ao estar motivado, entusiasmado e convicto das suas capacidades, torna-se mais fácil ser persistente e não desistir na primeira dificuldade. Por fim, é necessário que analise a hipótese de criar a sua equipa e delegar tarefas, acreditando nas capacidades dos outros e nos bons resultados que podem advir do trabalho em equipa.

Se considera estar numa fase de mudança e de procura de novos desafios, invista em si e nas suas ideias; tente participar em formações de empreendedorismo e, no espaço psicoterapêutico, aposte em trabalhar as suas competências pessoais e sociais, de modo a alcançar um melhor bem-estar próprio. Como Freud afirmou, um dia: “é escusado sonhar que se bebe; quando a sede aperta, é preciso acordar para beber”: tome a iniciativa, seja empreendedor!

Andreia Cavaca

Andreia Cavaca

Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta
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"Um dos elementos primordiais é a iniciativa, a capacidade de, perante um problema qualquer, procurar a solução mais adequada."